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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Da Série: um paradoxo que dá certo, o industrializado feito em sua casa. Hoje: Molho para Yakisoba e Molho Agridoce


Quando se pensa em comida oriental imediatamente vem à mente um delicioso e suculento Yakisoba. Sua origem é chinesa, mas os japoneses o incorporaram com algumas poucas mudanças. Aliás, acho que esta característica de se adaptar ao paladar de quem vai saborear fez do Yakisoba um dos mais famosos pratos da Culinária Mundial.

Utiliza o macarrão do tipo lamen ou ramen na pronúncia japonesa, mais legumes e verduras que são incorporados a algum tipo de carne.

Falando em lamen, alguém assistiu o filme O sabor de uma paixão? Fala sobre uma moça que ao se ver sozinha em Tókio percebe os efeitos que a comida de um restaurante especializado em ramen provoca nos clientes, e resolve se tornar uma chefe de cozinha especializada. Briga muito para convencer o dono do restaurante a ensiná-la a fazer um bom macarrão. O relacionamento atribulado dos dois é muito engraçado, mas logo eles entendem que o tempero mais importante na cozinha é o amor. Uma delícia de ver.

Nesta série dos alimentos industrializados feitos em casa nos pediram a receita do molho do Yakisoba e saímos em busca dela, aqui está:

Receita:
Para 500 gramas de macarrão separe uma grande e orgânica cebola ralada, 

500 ml. de água fria, 
1 colher de sopa não muito cheia de fécula de batata, 
1 pedaço de mais ou menos, 
2 cm de gengibre raladinho, 
1 colher de sopa de manteiga de amendoim (experimente a manteiga de amendoim caseira), 
1 vidro de molho de soja de preferência orgânico, livre de glutamato monossódico. 

Em uma panela esquente a manteiga de amendoim, junte a cebola e o gengibre e refogue. Adicione o shoyu e deixe por alguns segundos, junte a fécula de batata diluída e mexa até engrossar.

Aproveitando os ares orientais que tal a receitinha do Molho Agridoce também?
Ingredientes:
3 colheres de sopa de vinagre de maçã
4 colheres de sopa de açúcar orgânico
4 colheres de sopa de catchup
2 colheres de chá de fécula de batata
1 colher de chá de sal marinho
1 colher de chá de molho de shoyu (lembrando sempre de ler os ingredientes e preferir um orgânico sem glutamato monossódico)

Misture todos os ingredientes, leve ao fogo baixinho e mexa até engrossar. Coloque em uma tigela e sirva.




sexta-feira, 21 de abril de 2017

Psicólogos explicam os benefícios de se fazer bolos, biscoitos ou pães para outras pessoas

Fonte: Huffpostbrasil
Não se trata apenas de dar alguma coisa doce à outra pessoa.

19/04/2017 19:14 -03
Julie R. Thomson
Food writer


GETTY IMAGES
Mas assar bolos e bolachas é muito mais do que apenas criar algo doce para comer.

As pessoas que gostam de fazer bolos ou biscoitos aproveitam qualquer desculpa para esquentar seus fornos. Fazem um bolo para comemorar o aniversário de alguém, dedicam tempo assando biscoitos para um dia de festa e preparam brownies simplesmente porque todo o mundo adora chocolate. Mas assar bolos e bolachas é muito mais do que apenas criar algo doce para comer. Especialmente quando é feito para outras pessoas, é um ato que traz toda uma série de benefícios psicológicos.

Assar bolos e biscoitos é uma forma produtiva de autoexpressão e comunicação.

"Assar bolos ou biscoitos deixa a pessoa dar vazão à criatividade", disse ao HuffPost a professora de ciências psicológicas e cerebrais da Boston University Donna Pincus.

"Há muita literatura científica que confirma a ligação entre expressão criativa e bem-estar geral. Quer seja pintura, fazer música ou preparar um bolo, as pessoas reduzem seu estresse quando têm alguma forma de dar vazão à sua criatividade."

Quando assamos um bolo ou biscoitos para outras pessoas, isso pode também ser uma maneira de transmitir nossos sentimentos a elas. Susan Whitbourne, professora de ciências psicológicas e cerebrais na University of Massachusetts, chama a atenção para a tradição cultural de se levar um prato de alimento às pessoas que perderam um ente querido.

Às vezes não existem palavras para expressar o que você sente, e apenas a comida é capaz de transmitir o que você quer dizer ao outro. Whitbourne disse ao HuffPost: "As pessoas que têm dificuldade para exprimir seus sentimentos em palavras podem demonstrar gratidão, apreciação ou condolências, oferecendo às outras um bolo ou uma travessa de biscoitinhos".

Julie Ohana é assistente social médica e terapeuta que trabalha com artes culinárias. Ela disse ao HuffPost:

"Em muitas sociedades, em muitos países, a comida realmente representa uma expressão de amor. Isso é belo, porque é algo que todos podemos entender. Acho que pode chegar a ser pouco sadio se a comida tomar o lugar da comunicação no sentido tradicional, mas, se ela é oferecida lado a lado com palavras, é uma coisa positiva e maravilhosa."

GETTY IMAGESYoung woman icing a cookie. Osaka, Japan. February 2017

Assar bolos ou pães para você mesmo ou para outras pessoas é uma forma de mindfulness.

Todos nós já ouvimos falar nos benefícios da meditação e do mindfulness – para citar apenas dois benefícios, elas aumentam a felicidade e reduzem o estresse. Assar bolos e biscoitos pode proporcionar alguns dos mesmos benefícios a quem o faz. "Para preparar bolos ou biscoitos é preciso prestar atenção plena ao que se faz. É preciso medir as quantidades e abrir a massa. Quando você concentra sua atenção nos aromas e sabores, em estar presente com aquilo que está criando, esse ato de mindfulness, de atenção consciente no momento presente, também pode reduzir seu estresse", explica Pincus.

Essa ideia fundamentada é uma das razões por que a terapia com arte culinária está ganhando mais destaque, lado a lado com a terapia artística – as duas coisas se enquadram em um tipo de terapia conhecido como ativação comportamental. Ohana conta que está sendo procurada por cada vez mais pessoas que querem recriar o modelo que ela adotou em suas próprias práticas terapêuticas.

"Assar pães, bolos ou bolachas requer pensar passo a passo e seguir as etapas específicas do aqui e agora, mas também exige que se pense nas receitas como um todo, no que você vai fazer com elas, em quem vai consumir aquele prato, o momento em que você vai compartilhá-lo com alguém. Por isso, preparar bolos é uma maneira muito boa de desenvolver aquela consciência equilibrada do momento e do contexto mais amplo", diz Ohana.

E o mindfulness, além de ser uma habilidade muito boa de se dominar, também pode ajudar a suavizar pensamentos negativos. John Whaite, vencedor do programa de TV "The Great British Bake Off" em 2012, já disse publicamente que criar pães, doces e bolos o ajuda a controlar sua depressão maníaca.

Pincus disse que quando você está com a consciência voltada ao aqui e agora, como é o caso quando faz bolos, por exemplo, "você não está remoendo pensamentos na cabeça, algo que sabidamente conduz à depressão e aos pensamentos tristes –está fazendo algo produtivo. E o que é gostoso de assar bolos e bolachas é que ao final do processo você tem um resultado positivo muito concreto, algo que, além disso, pode ser muito benéfico para outras pessoas."

GETTY IMAGESBoy carefully holding heart-shaped cookie

Preparar pães ou bolos para outras pessoas é uma forma de altruísmo.
O que está ao cerne de preparar bolos ou biscoitos para outra pessoa é o próprio ato de doar. O processo de preparo do quitute pode contribuir para um senso geral de bem-estar, e doar o que se criou intensifica essa sensação.

"Assar bolos para outros pode elevar o senso de bem-estar, contribuir para a redução do estresse e fazer você sentir que fez algo de bom para o mundo, o que pode intensificar sua ligação com outras pessoas e fazê-lo sentir que a vida tem mais sentido", disse Pincus ao HuffPost.

Preparar bolos e biscoitos com a intenção de dá-los a outras pessoas é uma forma de altruísmo – ou seja, é um sacrifício que você faz por outra pessoa --, e os benefícios desse ato de generosidade já foram fartamente estudados.

Mas, segundo Whitbourne, "preparar bolos para outras pessoas também possui um valor simbólico, porque o prato carrega um significado tanto físico quanto emocional. Os maiores benefícios advêm quando você assa biscoitos ou bolos não para chamar a atenção ou competir com outros, mas quando você simplesmente quer compartilhar os bolos com outras pessoas que você imagina que vão apreciá-los. Desde que você seja bom em fazer os bolos ou biscoitos."

Se assar bolos é uma atividade que o deixa estressado, você não terá as mesmos resultados psicológicos positivos. "Se uma pessoa tem fobia de cozinhar ou assar, então não deve praticar essa atividade. Assar bolos ou biscoitos é bom para pessoas que já tenham um nível básico de familiaridade com a cozinha", diz Ohana. Pincus concorda: "Desde que não seja estressante nem uma obrigação, essa atividade pode ser benéfica para todos."

"Acho que oferecer comida a outra pessoa é reconfortante tanto para a pessoa que recebe a comida quanto para aquela que a serve e oferece."

Estamos plenamente de acordo.
Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Halloween do Bem ou o Dia do Saci! Gostosura ou travessura?


Com certeza vamos ouvir que isso é coisa de americano e que aqui no Brasil não se comemora o Halloween. Ledo engano, tanto é que desde 2003 existe um Projeto de Lei para se comemorar o Dia do Saci nessa mesma data, visando resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas.

Ao contrário do que se pensa o Halloween tem suas raízes no Reino Unido onde era comemorado na noite anterior ao 1º de novembro, o Dia de Todos os Santos. Por se tratar de um ritual muito antigo muitas formas de comemoração foram criadas. Em umas as pessoas colhiam couves e repolhos por acreditar que seu formato e sabor forneciam pistas sobre a profissão e a personalidade do futuro cônjuge. Em outras havia a pescaria de maçãs com a boca, elas eram marcadas com as iniciais de diversos candidatos.

Os americanos importaram rituais do Reino Unido com adaptações: as maçãs usadas para prever o futuro pelos britânicos viraram cidra, servida junto com rosquinhas, os “famosos donuts". Foi na América que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween e também surgiu a tradição das crianças fantasiadas pedindo guloseimas.

Primeiro eram bolos da sorte, depois claro os industrializados tomaram conta, seja pela praticidade, seja pela propaganda. Mas o importante é que esta data sempre esteve relacionada ao alimento.

O que é o #halloweendobem?

É um movimento a favor da comida de verdade, afinal todo mundo que mexe com cozinha é meio feiticeira, pois vive querendo encantar os outros com seus sabores e aromas.

Já sabemos que o alimento saudável transforma as pessoas, dá energia, vitalidade, além de agradar o paladar, aí está o feitiço.

Em outubro comemora-se o Dia das Bruxas, com um monte de “porcaritos”. Que tal então aproveitar a comemoração com fantasias, brincadeiras e muitas delícias de verdade. Que tal mostrar às crianças as figuras do nosso folclore?

A proposta é trocarmos receitas rápidas e fáceis pelas redes sociais incentivando a preparação de coisinhas gostosas nesse dia, de preferência com a ajuda das crianças, completando assim o #feitiçodafelicidade.

Use a use a hashtag #halloweendobem para facilitar a pesquisa.

#partiu halloweendobem?  Vou começar com um pirulito de chocolate, fácil, divertido e gostoso.

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