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sábado, 4 de setembro de 2021

Estudo detecta agrotóxicos em 27 ultraprocessados

Fonte: IDEC

Foram analisados salgadinhos, cereais matinais, bebida de soja, bisnaguinha, biscoitos de água e sal e bolachas recheadas. Todos com grande apelo infantil



Foto: iStock

O Idec apresentou nesta semana o resultado de um estudo inédito no país, sobre a presença de resíduos de dezenas de agrotóxicos em alimentos comuns na mesa do brasileiro. A análise foi feita em produtos ultraprocessados (com alto teor de açúcar, sal e gordura), a maioria de forte apelo ao público infantil, e encontrou traços dessas substâncias controversas. Caso do glifosato, que é usado nas lavouras de soja, trigo, milho e cana de açúcar.

Foram 27 produtos analisados, divididos em oito categorias. Dessas, seis apresentaram resíduos de agrotóxicos. Os produtos onde foram identificados agrotóxicos são: a bebida de soja Naturis (Batavo); o cereal matinal Nesfit (Nestlé); os salgadinhos Baconzitos e Torcida (ambos da Pepsico); os pães bisnaguinha Pullman (Bimbo), Wickbold, Panco e Seven Boys (da Wickbold); os biscoitos de água e sal Marilan, Triunfo (Arcor), Vitarela e Zabet (ambos da M Dias Branco); as bolachas recheadas Bono e Negresco (Nestlé), Oreo e Trakinas (Mondeléz).

Os fabricantes dos produtos citados já foram notificados em relação às substâncias detectadas em seus produtos. Os que responderam ao Idec alegam que a quantidade de agrotóxico está dentro dos limites permitidos ou que seguem boas práticas dos fornecedores de matéria-prima. De fato, não há regulação sobre o limite máximo desses resíduos em ultraprocessados, pois a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) apenas monitora essas substâncias nos alimentos in natura. Entretanto, para Teresa Liporace, diretora executiva do Instituto, "É urgente que os órgãos fiscalizadores se debrucem sobre isso, e que a população seja informada a respeito da contaminação do que está comendo, bem como sobre os riscos desses produtos para a saúde".

A análise foi encomendada a um laboratório que é referência nacional, acreditado pelo Inmetro, credenciado no MAPA (Ministério da Agropecuária e Abastecimento) e utilizado pela Anvisa. O resultado foi organizado pela equipe multiprofissional do Idec e transformado numa cartilha detalhada.

Acesse a cartilha com o estudo completo

Faz realmente mal à saúde?

Todos os agrotóxicos encontrados nos alimentos analisados estão presentes nas lavouras brasileiras, como o glifosato, herbicida mais usado no mundo. Em 2015, a Iarc (Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer), da OMS (Organização Mundial da Saúde), concluiu com base em centenas de pesquisas que o glifosato era "provavelmente carcinogênico" para humanos. No Brasil, a Anvisa decidiu no ano passado manter a liberação do glifosato, mas com restrições.

Rafael Arantes, nutricionista do Idec, diz que "Jogamos luz em um problema que ainda precisa ser amplamente monitorado e melhor compreendido, mas podemos afirmar que os ultraprocessados representam um perigo duplo para a população. Além dos malefícios já conhecidos para a saúde, encontrar agrotóxicos nesses produtos acende mais um alerta, indicando uma conexão com a forma insustentável de produção de commodities que são alguns dos principais ingredientes para esses produtos".

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Sorvete de chocolate feito pelos ursinhos? Será mesmo?

A embalagem diz que sim, mas os ingredientes !!!! 

Credo, onde os ursinhos acharam tantos aditivos químicos lá no Vilarejo de Sappada nos Alpes italianos.... Propaganda enganosa?
Tem até amarelo tratrazina que sabidamente faz mal à saúde, além de mais um monte de INSs. 
Açúcar então aparece pelo menos 4 vezes, com nomes diferentes, mas açúcar.
Preço do picolé: R$ 9,59  






Que tal preparar um sorvete de verdade, caseiro, rápido e  bem fácil de fazer? E ainda por cima colocar aquela casquinha de chocolate irresistível?  Aqui no Blog BioCulinária tem várias receitas de sorvetes , é só clicar ou seguir esta aqui:

Base de sorvete para qualquer sabor
Ingredientes
• 1 banana congelada 
• 1 banana bem madura em temperatura ambiente
Modo de preparar
Corte as bananas em pedaços e colocar no liquidificador, acrescente  xícara de leite (eu coloco leite de amêndoas) mas pode ser leite fresco comum. Bata tudo no liquidificador 
e sirva em seguida. 

Saborizando:
• Chocolate: coloque 1 colher de sopa de cacau em pó. 
• Frutas: manga, morango, goiaba 
• Fica a dica: dependendo da banana o sorvete pode ficar mais macio ou mais mole, se ficar com a consistência mais mole aumente a quantidade banana congelada, ok?
Tenha sempre bananas congeladas. Aliás frutas congeladas sempre dão bons e rápidos sorvetes.

Calda de Chocolate Mágica




Sabe aquela casquinha de chocolate que fica durinha em cima do sorvete?
Então normalmente tem um montão de gordura vegetal hidrogenada, mas podemos fazer de uma forma bem mais saudável.

Ingredientes
• 400g de chocolate meio amargo 
• 100g de óleo de coco
Modo de Preparar

Leve tudo ao fogo até derreter o chocolate. Deixe esfriar e jogue por cima do sorvete, vai ficar durinho na hora. Pode guardar em um pote de vidro.

Variações: você pode acrescentar amêndoas, nozes ou castanhas partidinhas para fazer uma calda crocante.

Tem sentido pagar caro por um amontoado de aditivos químicos acompanhados de tanto açúcar?

Quer mais receitas de industrializados feitos em casa? Mande email para nacozzi@hotmail.com e compre o E-Book Virando a Mesa: Industrializado agora é Caseiro!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O que é Glutamato Monossódico. Um veneno em pedacinho de sabor.



Fonte: Índice de Saúde


O glutamato monossódico, também conhecido por Ajinomoto, Kitano, Arisco, Caldo Maggi, Caldo Knorr ou Sazón, é um aditivo que realça o sabor dos alimentos e por isso é utilizado em quantidades incríveis na fabricação de uma diversidade de comidas processadas e industrializadas.

Este aditivo, no entanto, está longe de ser uma substância inofensiva para a saúde. Quando se fala em glutamato monossódico, fala-se de uma substância que causa reações adversas como as alergias cutâneas, náuseas, vômitos, enxaquecas, asma, taquicardia, irregularidades cardíacas, tonturas e depressão.

A utilização diária dos temperos artificiais, conhecidos popularmente como caldos Knorr, Kitano, Arisco, Maggi, Sázon, Ajinomoto, ou ainda os caldos de sopa e outros aditivos que servem para dar gosto e cor aos alimentos podem acarretar sérios danos à saúde.

O glutamato monossódico pode levar à liberação de acetilcolina, uma substância química estimulante da função muscular, além de inibidora da absorção de glicose por parte de células cerebrais. Como resultado, está relacionado à obesidade e à doença de Alzheimer, além de ser altamente tóxico para os neurônios.

O uso crescente dos temperos artificiais na culinária, é um dos motivos para o aumento de "doenças silenciosas". Os chamados caldos de galinha, ou de carne, são um perigo silencioso à saúde pública.

A substância é um neurobloqueador do hipotálamo, controlador do apetite, o que incrementa a quantidade de comida ingerida causando, como consequência, a obesidade, tão comum nos dias atuais, não somente em adultos, mas também, e principalmente, em crianças, as principais vítimas dos alimentos processados e industrializados.

Dica Saudável para fugir do Glutamato Mossódico

Aprenda a utilizar condimentos, especiarias, ervas e comece desde já a deixar de lado este veneno industrial carregado de químicos que faz muito mal à sua saúde. Devido ao excesso de sódio, os temperos industrializados não devem fazer parte da rotina alimentar. O ideal são temperos frescos, como alho e cebola.


Eu acrescentaria:
Os cientistas usam o glutamato monossódico como forma de induzir a obesidade em cobaias. Nas pessoas, as reações físicas ao glutamato monossódico podem ser dor de cabeça, formigamento, fraqueza, depressão, dor de estômago, enxaqueca, náuseas, vômito, diarreia, sensação de aperto no peito, doenças de pele e sensibilidade a luz, barulho e aromas.

>>>. Encontrados nos macarrões instantâneos, cubinhos de tempero, salgadinhos, etc.

Disfarces do Glutamato Monossódico:
Ø  Proteína hidrolisada
Ø  Levedo (ou levedura) autolizado
Ø  Caseinato de sódio
Ø  Caseinato de cálcio
Ø  MSG
Ø  Ácido Glutâmico
Ø  Glutamato Monopotássico,
Ø  Proteína Texturizada,
Ø  Levedura Nutritiva,
Ø  Extrato de Levedura

Alimentos/ingredientes que com frequência contém MSG durante seu processamento:
Ø  Aromas,
Ø  Temperos
Ø  Aroma/Tempero natural de Galinha
Ø  Condimentos
Ø  Molho de Soja
Ø  Amido de Milho
Ø  Proteína Isolada de Soja
Ø  Extrato de Malte
Ø  Maltodextrina
Ø  Ácido Cítrico
Ø  Proteína de Soja
Ø  Leite em Pó

Açúcar branco. Veneno branco!!!

Fonte: Jorge Roriz

Até cerca de 300 anos atrás a humanidade não usava aditivos doces na sua dieta ordinária. Hoje somos uma civilização, consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar.

O açúcar é uma “droga doce e viciante que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização”. Seus efeitos nunca são imediatos, mas lentos, acumulativos, insidiosos, drenando a saúde aos poucos.

O açúcar é descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante e empobrecedor metabólico. Açúcar não é “alimento”, mas um poderoso
“antinutriente”, um grande ladrão.

Paradoxalmente, quem come muito açúcar fica dependente
organicamente do mesmo e tende a ter menos força.
Grandes consumidores de açúcar geralmente são fracos, astênicos, que não podem fazer quase nada sem usar um pouco de doce.

Por ser considerado então como um produto antibiológico, ou antivida”, ele está diretamente ligado à causa p/ o surgimento de várias doenças, como a arteriosclerose, o câncer, a leucemias, o diabetes, enxaquecas, as distonias neuro-vegetativas, insônia, asma, bronquite, infecções, pressão alta, diarréias crônicas, perturbações e doenças visuais, problemas de pele, distúrbios glandulares, cáries , problemas de crescimento, osteoporose.

Um dos efeitos mais diretos dos excessos de consumo do açúcar é a hipoglicemia, ou seja, falta de açúcar no sangue. Hipoglicemia é um distúrbio que se manifesta sob variadas formas, determinando mais comumente
langor, fraqueza, sensação de desmaio iminente, Vertigens, tonturas, prostração, angústia, depressão, palpitação cardíaca, sudorese, sensação de irrealidade etc. A depressão provocada é variável, dependendo do
indivíduo, podendo ser ausente ou fraca ou até mesmo extremamente forte, incapacitante. Sabemos que muitas pessoas são tratadas pela
psiquiatria e até internadas por depressão, cuja única origem é hipoglicemia, ou falta de açúcar em demasia, e se pesquisarmos, grande parte desses pacientes usa muito açúcar.

O mecanismo é muito simples: ao consumirmos açúcar em demasia, o organismo, através das células beta das ilhotas de Langherhans do pâncreas, produz muita insulina, que é o hormônio responsável pela “queima” da glicose do sangue. Ora, quanto mais açúcar é consumido, mais insulina é
produzida. Com o tempo, e com o consumo continuado, o pâncreas
produz mais insulina do que o necessário, pois a sua liberação depende da avaliação da intensidade de estímulos gástricos e da dosagem de glicose
proveniente do sistema porta e hepático. Um pouco mais de insulina determina queima a mais de glicose, gerando falta.

Hoje muitas doenças modernas são provocadas pela poluição alimentar, devido a uma nutrição desequilibrada, colaborando também para o surgimento
de doenças como: arteriosclerose, leucemia, diabetes, varizes, enxaquecas. insônia, asma, pressão alta, prisão de ventre, problemas de pele, distúrbios
glandulares, cáries dentárias (e outras doenças da boca), problemas de crescimento, osteoporose.

O autor do artigo recomenda o livro: ” Sugar Blues” o gosto amargo do açucar”. Autor: William Duftv, Editora Ground.



Eu acrescentaria:

O açúcar está disfarçado de diversas formas: Acesulfame-K, sacarose, açúcar invertido, maltose, xarope de bordo, dextrose, lactose, frutose, xarope de glicose, açúcar mascavo, sucos de frutas, sorbitol, manitol.

Engraçado é que na maioria das vezes o açúcar exagerado na alimentação das pessoas não vem do que se come em casa e sim dos produtos industrializados. 


Mas se você tem que diminuir as taxas de açúcar vá diminuindo aos poucos, se coloca 3 colheres de açúcar no seu café, passe a colocar 2 durante uma semana. Vai sentir a falta do açúcar principalmente nos primeiros dias, mas no fim de uma semana seu organismo já se acostumou ao novo sabor. Nosso paladar é extremamente maleável, é só você começar a mudar.

Quer saber mais e conhecer os tipos de açúcar que existem? Clique aqui.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Gelatinas Caseiras

Da série: um paradoxo que dá certo, o industrializado agora é caseiro. Hoje: gelatina

Alimento infantil!


Interessante isso. Para mim alimento infantil de verdade é leite materno. Quando a criança começa a se alimentar, é a mesma comida dos adultos com um pouco mais de cuidado nos temperos, ou pelo menos devia ser. Verduras, frutas, legumes, cereais de preferência orgânicos e o mais in natura possível.

Mas a realidade é bem outra, comida de criança é cheia de açúcar, corantes e muitos aditivos químicos. Paradoxo não?

Gelatina por exemplo, faz bem à saúde... É o que aprendemos com nossas avós. Elas são divertidas, coloridas, dançam, tem brilho e são deliciosas, não é?

Mas certamente as queridas vovós não se referiam às gelatinas industrializadas que temos hoje em dia. Alguns dos corantes liberados no Brasil são proibidos em outros lugares por serem relacionados a distúrbios de comportamento e hiperatividade, outros oferecem riscos de câncer. A melhor solução como sempre, é fazer em casa.

As gelatinas caseiras são muito mais gostosas e podemos escolher os ingredientes que queremos na nossa mesa. São ótimas para lanches e merendas escolares e podemos variar as frutas e até legumes.

Quem quiser pode acompanhar o resultado do teste que foi feito com 11 pós para preparo do produto sabor morango: quatro na versão tradicional, quatro na versão diet e três na versão zero.

Receitas:

No Blog Bicho Papinha da querida Suzy tem receitas primorosas que derrubam aquele velho hábito criado pelas indústrias alimentícias de que gelatina é de morango, framboesa, abacaxi, limão e outras poucas opções. Vamos lá conhecer seus ensinamentos:

Que tal uma gelatina de limão cravo, capim santo e mel?

Essa gelatina é quase um chazinho antigripal sólido. 



Aproveito a época do limão cravo, abundante e baratinho pra fazer de tudo com ele. Pra mim, é a melhor limonada de todas a feita com esse limãozinho feioso mas super aromático e saboroso.

Esta ideia de gelatina me veio num dia meio de desespero, quase nada na geladeira, um resfriado chato e a escola mandou o cardápio em cima da hora, sem tempo pra planejar a gelatina que iria substituir a gelatina industrializada oferecida como sobremesa no dia seguinte.

Usei o chazinho clássico de capim limão, gengibre, mel e limão para a gelatina e ficou muito gostosa.

É importante lembrar que antes dos 2 anos não se deve oferecer mel aos bebês. Em 2008, a Anvisa alertou para o risco de bebês desenvolvem botulismo intestinal após o consumo de mel. Segundo alguns estudos, é relativamente comum a presença no mel da bactéria Clostridium Botulinium. Essa bactéria não causa nenhum dano aos adultos, mas os bebês menores de 2 anos são mais vulneráveis porque ainda não têm a flora intestinal completamente formada. Você pode ter um pouco mais de informação a esse respeito aqui.

Se o seu bebê for habituado à limonada sem nenhuma espécie de adoçante, e é muito saudável que ele seja, você pode simplesmente omitir o mel.

Ingredientes
1 pacote de gelatina em pó sem sabor
1/2 litro de chá de capim limão com gengibre
1 e 1/2 limão cravo
mel a gosto
água de flor de laranjeira (opcional).
Basta hidratar a gelatina em um pouquinho de água fria e depois dissolvê-la no chá fervendo, acrescentar o suco do limão cravo, o mel (uso 2 colheres de sopa, mas vai do seu gosto) e, se você gostar, umas gotinhas de água de flor de laranjeira. Depois é só colocar nos potinhos e levar à geladeira.

Gelatina de chá de camomila e suco de maracujá

Polpa peneirada de um maracujá
Mel a gosto
1 xícara de chá bem forte de camomila
1 pacotinho de gelatina em pó, sem cor nem sabor , incolor
Coloquei a polpa do maracujá numa xícara e completei com água até encher. Usei umas colheres do suco para misturar na gelatina em pó e deixar hidratando por uns minutinhos. Dissolvi no chá fervente e juntei o restante do suco de maracujá. Adocei com mel e preenchi as cavidades de 6 casquinhas de ovos que estavam apoiadas na caixinha em que vieram. Se não fosse servir ao meu filho, que implica com sementes, teria colocado as sementinhas e ficariam lindas.



Gelatina de caqui com canela 
Esta é uma gelatina super simples e deliciosa. Perfeita para aproveitar os lindos caquis que ainda vemos nas feiras-livres.

5 caquis bem maduros
2 xícaras de água
2 pacotes de gelatina em pó, sem sabor, incolor
Canela em bastões e em pó a gosto
Coloquei a gelatina para hidratar em poucas colheres de água fria e fiz um chá bem forte fervendo a água com alguns bastões de canela. Os caquis estavam tão suculentos que nem passei por peneira, separei a polpa das cascas com ajuda de uma colher, dei só uma pulsada com o mixer para ficar mais homogêneo, mas deixando uns pedacinhos, sem destruir as fibras todas. Dissolvi a gelatina no chá quente de canela e misturei ao caqui. Acertei o sabor com um pouquinho mais de canela e coloquei em potinhos que foram para a geladeira por umas 4 horas até endurecer.



Gelatina de pinha, atemóia, graviola, água de coco

Sempre impliquei com frutinhas brancas grudentas com sementinhas pretas difíceis de tirar e grandes demais pra engolir. Achava que o sabor não valia o esforço de ficar toda melada. Até que tive filho e me dei conta que era frutinha boa para bebê, docinha, basiquinha, sem conflito, cremosinha.

Então voltei-me às pinhas, que também são boa fonte de cálcio, ferro e fósforo. Já tinha feito duas versões de gelatinas com pinha antes. Uma apenas com pinha e leite de coco caseiro, que é um sucesso também com adultos. E outra, de pinha com chá de jasmim, mais suave.

Por causa da minha antipatia com essas frutinhas branquinhas, nunca soube direito a diferença entre pinha, atemóia e graviola. Aí eis que resolvi testar as 3 juntas.

A pinha é mais doce e tem a polpa mais macia. Fiquei com a sensação que a única vantagem da atemóia em relação à pinha é ter menos daquela “areiazinha” junto da casca, de resto é uma pinha mais xinfrim, menos doce, mais fibrosa. Já a graviola tem aquela acidez típica das frutas com bastante vitamina C. Nada que sobressaia quando combinada com suas priminhas menores. Mas não sei se sozinha seria facilmente aceita por bebês menos acostumados com frutas ácidas.

2 pinhas bem maduras
1 atemóia
½ graviola
1 xíc de água de coco
2 pacotes de gelatina sem sabor, incolor
Enquanto a gelatina em pó fica hidratando em umas 10 colheres de água de coco e a água de coco restante é aquecida até aparecerem bolinhas nas laterais do fervedor, solte os gomos das frutas das suas cascas. No caso da pinha e da atemóia, basta correr os dedos entre os gomos. A polpa da graviola sai mais facilmente com a ajuda de uma colher de sopa.

Para se livrar das sementinhas dessas bichinhas, basta pulsar no liquidificador ou com um mixer, como lindamente explica a Katita, nesse post. Se você passar a polpa numa peneira, terá um resultado mais homogêneo. Daí é tudo muito simples: dissolve a gelatina hidratada na água de coco quente, mistura na polpa peneirada das frutas e distribui em potinhos individuais ou em uma forma grande.

Gelatina de tangerina
1 pacotinho de gelatina em pó, sem sabor , incolor
1 e 1/2 xícara de chá de casca de tangerina e laranjas
1/2 xícara de suco de tangerina
2 colheres de água de flor de laranjeira
Mesma coisa: hidratar num pouquinho de suco, dissolver no chá fervente, juntar os outros ingredientes. A água de flor de laranjeira dá um cheiro e um gostinho genial. Não adocei porque gostamos dessa gelatina suave, só com o docinho sutil da tangerina, mas se você sentir necessidade, vá do paladar da sua criança e adicione mais suco de tangerina e menos chá.

Você também pode fazer gelatina com sucos de frutas como limão, maracujá,abacaxi com hortelã, laranja. Aí vou colocar a receita do Blog Diário sem lactose escrito por Monalisa Cavallaro

Gelatina Caseira com Suco de Fruta Natural (Limão) - Sem Lactose, Sem Glúten, Sem Ovos
750 ml de suco de limão (misturei o suco de 3 limões grandes em água até completar os 750 ml)
Açúcar a gosto (usei açúcar demerara)
2 sachês de gelatina incolor , sem sabor, incolor
1. Em um potinho, coloque a gelatina incolor com 100 ml de água fria.
2. Em uma panela, coloque o suco de limão e o açúcar a gosto. Leve ao fogo médio e deixe ferver por 1 minuto (cuidado porque o suco vai ferver igual ao leite, se descuidar cai tudo no fogão).
3. Remova do fogo, espere uns 3 minutinhos para esfriar um pouco e misture a gelatina. Mexa bem até dissolver tudo.
4. Coloque em potes individuais ou em apenas 1 refratário. Deixe esfriar e depois leve a geladeira até adquirir consistência.

Se quiser, pode acrescentar pedaços de frutas de sua preferência.
Nota: Frutas como mamão, kiwi, figo e abacaxi têm umas enzimas que não deixam a gelatina se formar, por isso devem ser cozidos antes de utilizar para gelatinas.

Para quem ainda tem dúvidas quanto à qualidade das gelatinas industrializadas recomendo a leitura dos ingredientes presentes nos rótulos, aliás, recomendo para todos os alimentos industrializados.


Para quem não conhece a gelatina sem sabor, incolor tem à venda nos supermercados. Existem várias marcas e existe também a gelatina em folhas sem sabor e incolor.
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