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sábado, 4 de setembro de 2021

Anvisa define regras para que alimentos sejam declarados como integrais


Fonte: IDEC

A partir de abril de 2022, os produtos alimentícios só poderão ser classificados como integrais quando, simultaneamente, contiverem, no mínimo, 30% de ingredientes integrais em sua composição e a quantidade de tais ingredientes for superior à quantidade de ingredientes refinados.

Essas regras fazem parte da RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) nº 493/2021, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publicada em abril deste ano. Os alimentos considerados na resolução são os que contêm cereais, como pães, biscoitos ou bolachas, cereais processados, farinhas, amidos e farelos, com exceção das farinhas integrais e dos produtos constituídos exclusivamente por cereais integrais. As massas alimentícias também entram na lista, mas terão até 24 meses para se adequar.

Ao atenderem os requisitos, os produtos poderão apresentar na denominação de venda (nome específico do produto, que fica na parte da frente da embalagem) a expressão "integral" (no caso de produtos sólidos) e "com cereais integrais" (no caso de produtos líquidos), desde que a porcentagem total de ingredientes integrais presentes no produto seja declarada na denominação de venda, com caracteres do mesmo tipo, tamanho e cor. Esses produtos também poderão destacar os ingredientes integrais na parte da frente da embalagem, desde que informem a sua porcentagem total junto ao destaque.

Já os produtos que apenas contêm cereais integrais, mas não atendem aos critérios acima citados não poderão conter vocábulos, sinais, denominações, símbolos, emblemas, ilustrações ou representações gráficas que indiquem que o produto é classificado como integral. Além disso, esses produtos não poderão usar os termos “integral” e “com cereais integrais” na denominação de venda. No entanto, a presença de ingredientes integrais poderá ser destacada na rotulagem desses produtos desde que a porcentagem dos ingredientes seja declarada próxima ao destaque (com caracteres de mesma fonte, cor, contraste e, no mínimo, mesmo tamanho do destaque) e também informada na denominação de venda.

“Essa é uma vitória importante para os consumidores em relação ao direito à informação. A alegação de que um produto é integral é muito utilizada como publicidade pelas indústrias, já que está ligada a benefícios para a saúde”, explica a nutricionista do Idec, Laís Amaral.

Rótulos confusos

Atualmente, não existem regras claras para o consumidor saber se um produto é integral. Para obter essa informação, é preciso consultar a lista de ingredientes no rótulo. O primeiro ingrediente da lista é o que está presente em maior quantidade, e o último, em menor. Se o que vier primeiro for farinha de trigo branca ou enriquecida com ferro ou ácido fólico, por exemplo, o produto não é integral.

“Muita gente desconhece essa regra. Com a ausência de regulação, produtos que contêm quantidades pouco significativas ou nem apresentam cereal integral entre os seus componentes utilizam esse termo livremente”, afirma Amaral.

Regulação necessária

A iniciativa da Anvisa de regulamentar as regras sobre produtos integrais resultou de uma pesquisa realizada pelo Idec e publicada em março de 2016 na Revista do Idec. O levantamento revelou que a ausência de critérios, em muitos casos, confunde o consumidor. Dos 14 biscoitos avaliados na pesquisa, apenas três continham farinha de trigo integral ou cereal como principal ingrediente; seis deles tinham mais farinha refinada do que integral e cinco nem continham farinha ou cereais integrais em sua fórmula.

Desde que a Anvisa iniciou o processo regulatório sobre as regras para produtos integrais, em 2016, o Idec participou de reuniões técnicas na agência, da análise de impacto regulatório e da consulta pública, inclusive contribuindo com um estudo sobre o tema.

“Agora, pretendemos monitorar a implementação da nova norma e continuar cobrando do poder público e das empresas informação clara e adequada sobre os alimentos e bebidas comercializados no Brasil”, diz Amaral.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Pequenas mudanças, grandes conquistas! Parte 1

 Pois é, quando se fala em mudanças na alimentação as pessoas já fazem aquela careta, "Hi... já sei que não vou poder comer um monte de coisas!" 

Não é assim?

Às vezes pequenas mudanças podem fazer maravilhas por sua saúde e de quebra pela saúde do Meio Ambiente. Vamos entender melhor como isso é possível?

Cacau no lugar do achocolatado




Seja no leite ou em receitas o cacau substitui com vantagens o chocolate em pó e mais ainda o achocolatado. Já ouvi você dizer que o cacau é muito mais caro, só que a quantidade utilizada é mínima, pois o cacau é mais forte. 

O resultado é um sabor e uma cor incríveis e com muitos mais nutrientes.

Quer saber quais os problemas encontrados nos achocolatados? Acesse

Quer saber como o cacau faz bem à saúde? Acesse

Quer saber mais sobre algumas marcas de achocolatados, chocolate e cacau em pó, e entender a opção mais saudável para o lanche das crianças. Veja o vídeo




O que tem no seu leite?

Já que o assunto é achocolatado temos que pensar no leite. Um leite de verdade dura no máximo uns 5 dias na geladeira sem estragar. Como explicar então um leite longa vida ou mesmo um leite em pó que duram meses: Simples eles passaram por vários processos para conservação que já não tem mais leite nenhum ali.

No supermercado e padarias tem o leite fresco, que deve ficar na geladeira, e nas feiras orgânicas você encontra um leite de qualidade superior. Quer saber mais acesse o vídeo.

Manteiga no lugar da margarina


A manteiga é um desses alimentos que pode transformar refeições sem sabor em refeições deliciosas, mas durante as últimas décadas, tem sido considerada a culpada de vários problemas de saúde, desde a obesidade até às doenças cardiovasculares.

Recentemente, a manteiga tem vindo a ser considerada novamente um “alimento saudável”. Vamos saber porquê?1 - A MANTEIGA É RICA EM VITAMINAS SOLÚVEIS EM GORDURA

A manteiga contém uma grande quantidade de Vitamina K2, que pode ter efeitos poderosos na saúde. Intimamente envolvida no metabolismo do cálcio e a deficiência de vitamina k2 tem sido associada a muitas doenças sérias, incluindo problemas cardiovasculares, cancro e osteoporose. Acontece que os lacticínios derivados de animais alimentados a pastos são particularmente ricos em vitamina k2. Quer saber mais sobre a manteiga acesse este link.

Já a margarina.... não é nada... leia os ingredientes no rótulo, são só aditivos químicos. 

Azeite ou óleo?


Quando o assunto é saúde azeite e óleo de coco são as gorduras boas. Já os óleos refinados são os vilões.

Soja, milho e canola alem de refinados são em sua maioria transgênicos, então manter distância é necessário para quem busca a saúde pela alimentação.

Quer saber mais acesse o link.

Ah só para esclarecer o azeite extra virgem pode sim ser usado para cozinhar, não perde seus nutrientes nas temperaturas alcançadas pelos fogões caseiros. E se você for fritar, o que deve ser feito bemmmmmmm ocasionalmente use o óleo de coco ou no máximo o de girassol que ainda não é transgênico.

Por hoje ficamos por aqui, lembrando que a boa alimentação, aquela que faz bem à saúde do ser humano e do meio ambiente, é aquela mais próxima possível do seu estado em natura. Frutas, verduras, legumes e cereais, preferencialmente orgânicos são as escolhas certas. Aqui vale a máxima: menos embalagens, mais saúde e sustentabilidade. 

Quer saber mais sobre as feiras orgânicas? Clique aqui



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