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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Meditar e cozinhar, uma boa dupla

Os preceitos da culinária Shôjin, adotada nos mosteiros zen budistas, podem transformar a maneira como você prepara a sua refeição. 

Fonte: Revista Vida Simples 
Edição 133
Publicado em 01/07/2013 
Ana Holanda/ Fotos: Alex Silva


Cortar os legumes e apenas cortá-los. Lavar as louças e apenas limpá-las. Tudo em silêncio e sem a algazarra estrondosa do bater panelas, derrubar ou quebrar copos, esquecer o fogo alto aceso. Mais do que fritar, assar,cozinhar, grelhar, estar na cozinha, preparar a refeição, limpar a bagunça, pode ser um tremendo treinamento para acalmar a mente e trazer a almejada paz de espírito.

A ideia, em um primeiro momento, soa bem estranha. Meditação tem a ver com um lugar calmo, uma almofada, um incenso e você sentado na tradicional posição de lótus. Pois bem, cozinhar e, na sequencia, saborear o alimento pode provocar efeitos semelhantes aos experimentados na tradicional meditação. Mesmo com aroma da sopa fervilhando no fogão e as mãos cheirando a alho ou cebola recém-fatiada. Pelo menos esse é o pensamento da chamada culinária Shôjin, praticada nos mosteiros que seguem a tradição do zen budismo. Nesses mosteiros, o tenzô (o cozinheiro) é sempre um monge com alta elevação espiritual. É ele quem decide o que será preparado e quem coordena o trabalho na cozinha.

Os princípios da culinária Shôjin, aliás, muito têm a ver com um jeito mais sustentável de se nutrir. Por exemplo, o alimento deve ser aproveitado integralmente - nenhum talo, semente ou casca é desperdiçada. E só se usa legumes, verduras e frutas `da época e cultivados na região - obviamente tudo é orgânico. Muitos mosteiros têm, inclusive, seu pomar e horta. A alimentação é vegetariana e os monges cozinheiros fazem tudo em absoluto silêncio. Na maneira mais tradicional, também não se usa nem cebola, nem alho. E as cores e os sabores dos alimentos também devem ser levados em conta para que exista um perfeito equilíbrio. Por isso, não podem faltar, em uma refeição, amarelo, branco, verde, vermelho, preto ou roxo e marrom; e os sabores ácido, picante, amargo, salgado e doce.

São poucos os mosteiros no mundo - boa parte deles estão no Japão que seguem o Shôjin. No Brasil, o Mosteiro Zen Morro da Vargem, que fica em Ibiraçu, no Espírito Santo, segue os ensinamentos do mestre Dogen (1200 a 1253), que introduziu a escola Soto, do Budismo Zen. Em Morro da Vargem, o preparar a refeição e saboreá-la faz parte da prática para entender o caminho da iluminação. E quando o assunto é cozinhar, o mosteiro segue livros como o Tenzo Kyokun (instrução para o chefe de cozinha do mosteiro), o Fushuku Hanpo (como comer o desjejum e o almoço) e o Jikuinmon (orientações sobre a cozinha, armazenamento e processamento dos alimentos). 

"No Mosteiro, preparam-se as refeições diárias com vegetais e legumes em sua maioria colhidos na própria horta. Seguindo o preceito de respeitar todas as criaturas vivas, Dogen Zenji nos diz que o melhor alimento é resultado de três elementos: do próprio alimento, de quem o come e de quem o prepara", escreve o Reverendo Hokan Saito, abade do Templo Mirokuji, em Ieakuni, no Japão. "O alimento na vida do Zen nos dá não somente a nutrição, mas contentamento e gratidão", completa Hokan Saito. A pedido das pessoas que frequentam o mosteiro de Morro da Vargem e que já provaram as deliciosas refeições preparadas por lá, foi publicado, ano passado, o Livro de Receitas Mosteiro Zen Morro da Vargem, no qual o mestre cozinheiro do lugar ensina a fazer delícias como o estrogonofe de glúten com couve-flor, a panqueca de ricota com taioba e a sopa de cenoura com gengibre, que ilustra essa matéria.

O preparo
Monja Gyoku En, do Budismo Zen, já provou a saborosa comida preparada no Mosteiro Morro da Vargem. "Os monges comiam o que havia por lá. Às vezes, serviam jaca assada, jaca cozida, jaca à milanesa. Caroço de jaca assado, cozido, torrado e feito farinha. Tinha milho que virava uma massa de pizza deliciosa, com molho de tomate da horta e queijo produzido ali mesmo com leite da vaca que era criada pelos monges", conta Gyoku. E continua: "o que mais me encantou definitivamente naquela cozinha foi a simplicidade, a limpeza, a organização, a disposição dos objetos da cozinha e o comportamento dos monges, que, ao cozinhar, mantinham-se atentos e em silêncio". Monja Gyoku En teve contato mais direto e intenso com a culinária Shôjin depois que recebeu a ordenação monástica e passou algum tempo no Mosteiro Shogoji, no Japão, onde pode observar como os monges mais experientes preparam o alimento. Esse aprendizado se transformou em oficinas sazonais. E, há pouco mais de um ano, em um livro O Zen na Cozinha (editora Sustentar).

Gyoku nasceu em Belo Horizonte e sempre adorou ver a avó e a mãe cozinhar. Foi criada com a casa sendo perfumada pelo aroma dos pratos preparados no fogão a lenha. Quando jovem, foi para São Paulo e começou a fazer sozinha a própria refeição. Da relação emocional com a cozinha da infância, brotou o interesse pela culinária Shôjin, que conheceu depois de sua ordenação. "Nos grandes mosteiros, é o tenzô quem define o cardápio, escolhe os alimentos. E o cozinhar é silencioso. Mas é um silêncio natural, porque enquanto se cozinha, os outros monges meditam", conta ela. "É o silêncio que ajuda a transformar o cozinhar em meditação. E é pelo silêncio que você entende mais as pessoas do que quando está falando. Sua percepção fica mais aguçada", pondera. Segundo a monja, que hoje mora em Brasília, com uma certa dose de atenção - o tal estar presente no aqui agora - conseguimos perceber, na cozinha, como está nosso lado emocional. 

Se estamos agitados ou com muitas preocupações, é quase inevitável derrubar o copo, bater as panelas, deixar a comida queimar, exagerar no sal na hora de temperar. "Isso é envolvimento, o estar inteiramente presente, não dividido e totalmente devotado ao ofício decozinhar", acredita a delicada e simpática Monja Gyoku En, que adora assistir a programas de culinária na TV a cabo, como os de Jamie Oliver, Chuck Hughes, que tem um restaurante em Toronto, no Canadá, e Rachel Koo, uma inglesinha que mora em Paris, estudou na prestigiada escola Le Cordon Bleu etransformou sua quitinete em um restaurante: La Petite Cuisine à Paris.

O saborear
O respeito pela comida é muito importante no Shôjin. Isso, aliás, é um princípio do zen budismo: a não discriminação. "Cozinhar no estilo Shôjin requer uma atitude sincera e respeitosa em relação aos alimentos, não julgá-los pela aparência e ter os mesmos cuidados e consideração para com todos os alimentos. Preparar a comida cuidadosamente, seja grande ou pequena a quantidade, raro, caro comum ou acessível, sem discriminação", diz a Monja Gyoku En.

Além do respeito no comer, é importante manter o ambiente agradável. Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen Budista por aqui, costuma dizer que a refeição não precisa ser silenciosa. No dia a dia, em família, a conversa é permitida, mas nada de assuntos que possam causar aflição, angústia ou discórdia. "É um momento para compartilhar o que temos e para compartilhar a vida", diz.

Para Gyoku En, uma das coisas que está adoecendo no mundo de hoje é a nossa atitude no comer. Isso porque as pessoas não percebem o que estão colocando na boca, fazem isso de frente para a tevê, se alimentam de maneira ansiosa e não se permitem experimentar novos e diferentes sabores. Segundo ela, o espírito da culinária Shôjin está em cozinhar para fazer os outros felizes e compartilhar essa refeição com quem a gente ama.

Cozinhar, afinal, pode ser algo bem mais profundo do que podemos imaginar. Como diria Monja Coen, precisamos fazer a cada instante da nossa vida, um instante de prática. E por que não na cozinha, certo?

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Se para vc cozinhar é demorado, complicado ou chato, está na hora de rever seus conceitos.


Pessoal de São Paulo e região!
Que tal uma refeição completa em menos de 1 hora? Entrada, salada, prato principal e sobremesa!
Quer apostar?
Na minha cozinha ou na sua?
Informações nacozzi@hotmail.com




terça-feira, 22 de maio de 2012

Tipos de Massa


Quer conhecer os tipos de massa? O Apurando o Paladar conta tudo.






Essas especificações sobre tipos de massa, foram postadas no Blog daLu Francesa, achei bem interessante e resolvi postar aqui. Afinal, quem de nós não tem dúvidas na hora de fazer o pedido ao garçom?

Receita de catupiry caseiro e genérico

Fonte: Tear de Retalhos


by Telma Manolio

Mais uma receitinha bem legal!

Creme tipo catupiry caseiro, receitas caseiras,dicas de receitas genéricas, cozinha experimental, faça você mesmo.Hoje vou comentar a receita do catupiry genérico, que também testei e aprovei.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Papinhas orgânicas: saiba como preparar a refeição do seu bebê


Por GNT. Globo.com

alimentos sem adição de agrotóxicos evitam problemas de saúde

Por Renata Demôro

A partir dos seis meses de idade, as papinhas passam a fazer parte da alimentação dos bebês. Na versão orgânica, oferecem os nutrientes que o recém-nascido necessita, sem o risco dos agrotóxicos, presentes em legumes, verduras e frutas. Mas você sabe como prepará-las? E se podem ser congeladas? A seguir, confira um guia de papinhas orgânicas:

Confira receitas de papinhas orgânicas!

  • 1
    Alimentos orgânicos
    A nutróloga Flávia Pinho, do Espaço Stella Torreão, no Rio de Janeiro, explica a importância de preparar papinhas apenas com carnes, ovos, frutas e legumes orgânicos: “O cultivo de frutas e vegetais orgânicos não utiliza agrotóxicos. Carnes e ovos chamados orgânicos têm origem em animais criados livremente e alimentados com cereais e vegetais também orgânicos. Isso significa que estes alimentos são ricos em nutrientes e livres de substâncias químicas que podem ser tóxicas e nocivas à saúde dos bebês”.
  • 2
    Embalagem
    Segundo Flávia Pinho, as papinhas devem ser acondicionadas em potes de vidro. “Recomendo utilizar potes de vidro com tampa plástica para porções individuais. Isso evita o contato do alimento com o plástico, que pode liberar substâncias tóxicas, como o bisfenol A”.

    Saiba mais sobre os riscos do bisfenol A, substância presente em embalagens plásticas
  • 3
    Consistência
    A nutróloga Flávia Pinho explica que “inicialmente, é preciso triturar carnes e verduras. Amasse frutas e outros alimentos com o garfo. Para que o bebê vá se acostumando com a consistência sólida dos alimentos e possa entrar com naturalidadena rotina alimentar dos pais, passe a cortar em pedaços pequenos e amassar levemente os ingredientes, sem triturar, conforme o desenvolvimento da criança”. Por volta dos 9 meses, já é possível oferecer papinhas com pedaços aos bebês.
  • 4
    Congelamento
    De acordo com a consultora em alimentação consciente Nadia Cozzi, o ideal é oferecer o alimento feito na hora, mas as papinhas salgadas podem ser congeladas: “Congele por, no máximo, 1 semana. Prepare a papinha, deixe esfriar e coloque em potinhos para porções individuais, com capacidade para 200g a 300g. Não encha até a borda, deixando sobrar cerca de 1 cm entre o alimento e a tampa. Tampe e leve ao freezer. Para descongelar, retire a papinha na noite anterior e deixe na geladeira. O processo de descongelamento leva cerca de 6 horas. No horário da refeição, esquente em banho maria, mexendo sempre”. Ela explica que as papinhas de fruta não admitem congelamento.
  • 5
    Temperos
    Tenha em mente que o bebê está acostumado apenas com o sabor do leite materno. Para a nutróloga Flávia Pinho, “os temperos para o cozimento devem ser alho e cebola. Após o preparo, complemente com azeite extra virgem”. “Aos poucos vá acrescentando salsinha, cebolinha e orégano, sempre frescos e orgânicos. Não utilize sal. Aproveite que o bebê não conhece o sabor”, diz a consultora em alimentação consciente Nadia Cozzi. Ela lembra que as papinhas de frutas não devem ser adoçadas. “Quanto mais tempo a criança fica longe do açúcar, menos ela vai gostar de refrigerantes e guloseimas quando crescer”, diz a consultora em alimentação consciente.
  • 6
    Combinação de alimentos
    A nutróloga Flávia Pinho explica que as papinhas salgadas devem ser balanceadas, contendo os principais grupos de nutrientes. “Uma regra básica para o preparo da papinhas orgânicas é combinar uma fonte de proteína animal, dois legumes, uma verdura, um carboidrato e um tubérculo, que podem ser cozidos juntos. Na papinha do almoço é interessante acrescentar sempre uma leguminosa, como lentilha e feijões. Para crianças a partir de 1 ano, inclua um ovo, três vezes por semana. Se a criança tiver alergia a clara de ovo, utilize apenas a gema”, diz a médica.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Você é o que você come!

“Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem”
No site O Mago das Panelas Chef Paulinho Pecora
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